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Novamente Geografando

Este blog organiza informação relacionada com Geografia... e pode ajudar alunos que às vezes andam por aí "desesperados"!

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ESA VAI LANÇAR SATÉLITE PARA MONITORIZAR POLUIÇÃO AMBIENTAL

Mäyjo, 01.07.17

ESA Sentinel-5P

A Agência Espacial Europeia (ESA) deverá lançar o Sentinel 5P para o espaço em Setembro ou Outubro próximos A sua missão? Procurar todo o tipo de gases poluentes, como o metano (proveniente maioritariamente da actividade agrícola) ou o dióxido de nitrogénio (combustíveis fósseis, e até fogos florestais), entre muitos outros.

 

O Sentinel-5P será ainda capaz de monitorizar a concentração de cinzas vulcânicas, contribuindo para a segurança aérea, ou de alertar para níveis elevados da radiação UV, que podem causar cancro da pele e irá mapear o planeta diariamente. Conseguindo inclusivamente monitorizar os níveis de poluição país por pais, de forma individual. Esses dados podem depois ser comparados com os declarados por cada país, para que não existam “desvios”.  

Mas se o satélite agora lançado já consegue fazer tudo isto, não deixa de ser apenas apenas um dos elementos de um programa mais vasto de observação terrestre. Quando estiver totalmente operacional, o Programa Copérnico vai incluir 20 missões diferentes, entre as quais estão 15 satélites dedicados e 5 módulos montados noutros satélites.

Passaremos assim a ter acesso a um conjunto muito mais vasto de dados e em tempo real, algo que não tem paralelo hoje em dia,  que permitirão assim gerir muito melhor qualquer política ambiental. O director dos Programas de Observação Terrestre na ESA, Josef Aschbacher, refere a propósito que “nunca existiu um programa assim no mundo”, pelo que os “outros parceiros, como os Estados Unidos, procuram já parcerias com a UE para ter também acesso a estes dados.”  

Foto: ESA

 

6 MITOS SOBRE A POLUIÇÃO ATMOSFÉRICA

Mäyjo, 25.05.17

poluição_SAPO

A poluição atmosférica é uma das grandes preocupações das últimas décadas, globalmente, e tem ganhado cada vez mais importância nas estratégias dos países de combate à poluição e transição para uma economia verde.

 

Ciente deste facto, o site Planeta Sustentável elencou seis dos mitos sobre a poluição do ar. Porque, muitas vezes, somos mal informados sobre o que se passa realmente à nossa volta.

1.A poluição do ar só nos afeta quando estamos na rua

Quando os níveis de poluição estão altos na rua, eles podem ficar altos também dentro de casa (ou do trabalho). As pessoas, de uma forma geral, passam cerca de 90% de seu tempo em ambientes fechados. Mas nem por isso elas se devem deixar de preocupar com a qualidade do ar na cidade.

2.Só teremos problemas se ficarmos expostos à poluição durante muito tempo

Não há um período seguro para a exposição a poluentes, uma vez que isso também depende da quantidade de poluição a que o organismo é exposto. É possível termos problemas de saúde por causa da exposição a partículas poluentes de períodos longos, como um ano, a períodos muito curtos, como de uma a 24 horas.

3.Poluição só é nociva para quem tem problemas respiratórios

Todos podemos ser afectado pela poluição do ar, incluindo as pessoas com doenças cardíacas, adultos e crianças. Se a qualidade do ar estiver classificada como má, estes riscos são ainda maiores e podem ter alvos mais abrangentes.

4.A poluição está no ar e não posso fazer nada para me proteger

Se, por um lado, é verdade que a poluição chega também aos ambientes internos, como já vimos no mito número 1, também é verdade que ela é maior na rua. Assim, podemos utilizar os indicadores de qualidade do ar para controlar as actividades ao ar livre. Em dias de má qualidade, é preferível ficar mais em casa ou no escritório.

5.Se não andar de carro, não contribuo para a poluição do ar

Vários aparelhos que todos nós usamos no nosso dia a dia contribuem para a poluição do ar. Um laptop, por exemplo, emite 12 gramas de poluentes por hora ligado, enquanto um LCD produz 88 gramas. A calça de ganga que usamos enviou seis quilos de gás carbónico para a atmosfera para ser produzida, e os nossos sapatos (um par só!) atiraram 11,5 kg. Por isso é tão importante reduzir o consumo.

6.Lidar com a poluição é coisa para os governos e as autoridades internacionais

Sim, de facto esta é uma posição cómoda. Mas está longe de ser verdade. Podemos adoptar medidas simples para contribuir com uma menor geração de agentes poluentes. Para começar com o óbvio, podemos trocar o carro pelos transportes coletivos – pelo menos algumas vezes por semana mas, quanto mais, melhor -, pela bicicleta ou por caminhadas são uma enorme ajuda. Além disso, o consumo consciente também é uma grande atitude.

Outra coisa que está ao nosso alcance é plantar árvores e mudas de plantas. Sim, elas ajudam mesmo: uma árvore plantada neutraliza a emissão de poluentes da produção de sete livros; cinco mudas de árvores absorvem gás carbónico equivalente à produção de três pares de sapatos; e 30 árvores compensam o uso de um portátil ligado direto durante dois anos.

Foto: T-Town Photo Booth / Creative Commons

CHINESES INSTALAM EM PEQUIM TORRE QUE SUGA POLUIÇÃO

Mäyjo, 16.02.17

smog-free-tower

Aflitos com os níveis impressionantes de poluição alcançados no país, os chineses decidiram instalar uma torre de sucção em Pequim, uma das cidades mais irrespiráveis do planeta.

Será esta uma solução viável? As opiniões dividem-se.

 

Foi o desespero que levou os chineses a experimentar esta criação do gabinete de arquitectura e tecnologia holandês Studio Roosegaarde. A Smog Free Tower foi instalada em Pequim e segundo o ministro da Protecção Ambiental chinês, o ar que circula à sua volta está 55% mais limpo. No espaço de 40 dias a torre é capaz de filtrar cerca de 30 milhões m3 de ar, afirma Roosegaarde, a sua construtora.

E o que fazer com a poluição que é sugada pela torre? A verdade é que não se conhecem informações detalhadas sobre o funcionamento da torre e as estatísticas divulgadas pelo governo chinês são de difícil confirmação.

O melhor mesmo seria os chineses reduzirem drasticamente as emissões de CO2. Entretanto a Smog Free Tower, que é uma estrutura móvel, vai circular por outras cidades chinesas para exibir os seus talentos.

 

Foto: Studio Roosegaarde

QUERCUS PEDE INVESTIGAÇÃO SÉRIA À INDÚSTRIA AUTOMÓVEL

Mäyjo, 15.02.17

tubo-escape

A associação ambientalista Quercus vai pedir às autoridades europeias e nacionais que investiguem “de forma séria” os consumos de combustível anunciados pela indústria automóvel. Esta decisão surgiu na sequência da divulgação de um relatório que acusa os construtores automóveis de falsear esses dados.

 

As conclusões de um relatório da Federação Europeia dos Transportes e Ambiente, organização que integra a associação ambientalista portuguesa Quercus, indicam que os automóveis gastam em média mais 42% de combustível do que é anunciado pelos fabricantes, nomeadamente a Mercedes Benz. Esta revelação levou a associação ambientalista Quercus a reagir, anunciando que vai pedir uma investigação séria ao consumo de combustível automóvel às autoridades competentes.

A Quercus pretende que esta investigação seja alargada a todos os fabricantes, “para se saber o que se está a passar”. Este pedido, segundo presidente da associação ambientalista, João Branco, será dirigido à Comissão Europeia e às autoridades nacionais de homologação de veículos.

Entre outras coisas, o que a Quercus pretende apurar é se as marcas “estão a usar dispositivos que manipulam os resultados de laboratório ou se os testes de laboratório estão a ser corretamente elaborados e refletem depois o que vai acontecer no consumo”. Segundo João Branco este estudo já é feito há três anos e compara os consumos dos automóveis em situações reais, em trânsito, com o consumo que é anunciado pelos fabricantes e obtido através de testes em laboratório.

“O que se passa é que se verificou que os carros em situações reais, no trânsito, consomem muito mais do que aquilo que é anunciado pelos fabricantes e que é medido por eles. Além disso, essa diferença está a aumentar. Nos últimos três anos estes valores têm vindo a subir e este ano atingiu-se valores superiores aos anteriores”, sublinhou.

João Branco adiantou ainda que a diferença média de valores é de 42%, embora existam marcas que ultrapassam os 50%, chegando algumas aos 56%. “O que isto quer dizer é que quando um carro é anunciado como estando a gastar seis litros aos 100 quilómetros, na realidade está a gastar nove litros aos 100. Portanto, está a haver uma despesa, uma ignição e poluição que o cidadão julgava que não ia acontecer”, frisou.

Esta diferença do consumo é, na opinião do ambientalista, “inexplicável”.

Foto: Vulco.pt

LONDRES: SÓ NOS PRIMEIROS CINCO DIAS DO ANO, CIDADE EXCEDE LIMITES DE POLUIÇÃO PARA 2017

Mäyjo, 11.01.17

londres

Só nos primeiros cinco dias de 2017, a capital inglesa ultrapassou o limite máximo de contaminação ambiental definido pela União Europeia.

 

Os dados divulgados recentemente indicam que o limite estipulado pela legislação europeia exige que a concentração máxima de dióxido de nitrogénio (NO2) no ar não exceda os 200 microgramas por metro cúbico mais de 18 vezes ao longo de um ano em qualquer área da cidade. Ora, apenas na primeira semana do ano Londres, em especial no bairro de Lambeth, os níveis de concentração de NO2 tinham já ultrapassado esta meta.

O estudo realizado pela King’s College, mostra que também no bairro de Putney, sudoeste da cidade, as normas ambientais definidas pela União Europeia não estavam a ser cumprida, pela elevada contaminação de NO2, substância que provoca problemas graves de coração e pulmões.

Para combater esta situação, responsáveis pela autarquia londrina anunciaram que em breve serão instaladas dez zonas de autocarros de baixas emissões, com o objectivo de melhorar a qualidade do ar nas áreas mais problemáticas da cidade. Com a introdução desta medida adicional, espera-se que os níveis de NO2 pela cidade diminuam cerca de 84%.

Para o futuro, os responsáveis políticos da cidade falam em mudanças profundas na cidade, tal como a criação de uma zoa de emissões ultra-baixas (ULEZ). Neste local os meios de transporte terão sujeitos a rigorosas medidas para controlar as emissões de poluentes, tais como pagar uma outra taxa diária.

Foto: David Fernandez Vergara / via Creative Commons